A verdadeira tendência nas academias.

Silvio on 19 de agosto de 2019

Artigo este que eventualmente, (não é o intuito) mas que possa conter um pequeno traço técnico de polêmica do que realmente já aconteceu neste último ciclo nas academias e, cada vez mais, mostrando uma forte tendência em andamento que inicialmente deixarei por tópicos e, em seguida, as explicarei de maneira suscinta.

  1. As máquinas não são tão necessárias;
  2. Há uma mudança de comportamento do usuário quanto a utilização dos equipamentos;
  3. As máquinas com extremo conforto com dezena de polias destina-se apenas a parte do público alvo de seu uso;
  4. Os espaços funcionais estão sendo cada mais requisitados;
  5. Os espaços de circulação são cada vez mais necessários; e
  6. Os espaços de sociabilização estão em alta.

 

  1. As máquinas não são tão necessárias – E este tópico nos remete a pensar, boa parte dos empresários do mercado de academias, em especial, creio, que presam por um negócio de alto padrão e com excelente atendimento, não está mais lotando seus espaços com máquinas e equipamentos pra lá e pra cá. O UX (“User Experience”), termo do design gráfico que utilizarei aqui, que traduzirei por “Experiencia do Cliente”, mostra o que o cliente realmente quer ou busca em uma academia. E lhes digo de antemão, ele, o cliente, busca menos máquinas e você empresário do fitness, síndico profissional, gestor ou administrador de condomínio ou ainda diretor de academia corporativa ou de clube sócio-esportivo-recreativo, talvez não tenha se dado conta a respeito.
  2. Há uma mudança de comportante do usuário quanto a utilização dos equipamentos. Sim, o “novo” cliente da academia, sim, entre aspas, pois não quer dizer, o novo ingressante. Ele já está aí entre você e ele simplesmente não quer fazer a esteira ainda que ela tenha um excelente sistema de amortecimento ou televisão. Ele quer também experimentar, ainda falando sobre o cardio, de um elíptico novo, com o que chamo “com soco” e o “sem soco”, a esteira sem motor também ou, finalmente, pedalar, mais verticalmente do que horizontalmente talvez.
  3. “As máquinas com extremo conforto com dezena de polias destina-se a apenas parte do público alvo de seu uso”. Pois bem, a juventude ou os leitores aficionados por estudos da biomecânica dos exercícios já perceberam que nem sempre o isolamento do músculo é o que procuram. Buscam algo mais funcional ao seu corpo, em especial, quando aliado a um esporte que praticam em diferentes níveis de dedicação e rotina. Buscam treinos que em parte o crossfit teve a competência de compilá-los mas, acima de tudo, são treinos mais funcionais com e seu equipamento clássico que mescla força, explosão, velocidade, coordenação e novos estímulos musculares. Dentro da arquitetura de academias isto cria uma diversidade incrível de espaços muito interessante ao usuário que me antecipo neste tópico a citar e talvez o pivô central do artigo ainda que de passagem citado.
  4. “Os espaços funcionais estão sendo cada mais requisitados”. Sem dúvida. Há uma nítida mudança do que aconteceu e do que vai acontecer. Não só por uma questão tribal ou “o ser e sou diferente”. A experiência que o usuário quer dar não somente ao seu corpo mas o prazer que outro tipo de atividade física possa lhe beneficiar, por assim dizer. Em absoluto quero abominar o uso das máquinas, tanto de musculação, tanto as de cardio, seja para fins de manutenção do tônus muscular, seja para hipertrofia ou mesmo quem não tenha muita razão ou conhecimento do uso, é sempre muito válida e deve muito ser respeitada como espaço e atividade dentro das academias.
  5. “Os espaços de circulação são cada vez mais necessários”. Mais uma “sem dúvida” aqui. As pessoas querem andar melhor na academia, se sentirem confortáveis para se deslocarem, sem pedir desculpas por pequenos esbarrões ou possuir pequenas habilidades de não bater em alguém durante um exercício. E junto a isto, vem a melhoria latente da sinalização por área também, indicando os vestiários ou os espaços das academias, em geral, quando verticalizada (andares).
  6. “Os espaços de sociabilização estão em alta”. As pessoas querem se fechar em seus mundos através de seus “devices” (vulgo celulares) mas ainda sim estar no, permitam-me, “ecossistema” ou o ambiente que é a academia ou, ao menos, o que academia pode ou deveria proporcionar aos seus clientes. Em outros casos, rogo para que a maioria queira se ver, de fato sociabilizando, se encontrando como quem não quer nada, um pouco de azaração (ou paquera) portanto, esquecer um pouco os estudos, marido, filhos, trabalho… risos e, se possível, quando aliado a este espaço a um bar (ou restaurante) com viés fitness (com ótimo padrão de atendimento, higiene, atendimento e opções de um consumo saudável) que atendam a este público, “check mate” (cheque-mate!!!). Bravo, você, empresário do fitness, síndico ou administrador de condomínio ou ainda diretor de academia corporativa ou de associação sócio-esportiva-recreativa, acertou. E, aqui, começa a sua academia. Aqui começa uma nova resposta de seu cliente a estas positivas mudanças.

 

Silvio Priszkulnik,

Bacharel em Direito e Economia, foi executivo no mercado financeiro de corretagem eletrônica, articulando parcerias internacionais com atuações em 8 capitais asiáticas e 3 na Europa, além de Oriente Médio, Estados Unidos e Brasil. Consultor associado e co-fundador da Kabbani Arquitetura Fitness – braço do grupo Kabbani, com participação da modelagem à Bluefit, segunda maior rede de low-cost do Brasil e, possivelmente, da América Latina. Participações também em outra dezena de casos de grande sucesso em São Paulo e no Brasil do mercado de esportes e saúde, como destaques maior, à RIDE STATE e a sede 2 da clínica de emagrecimento Dr. Máximo Ravenna (sede São Paulo). Participação em 2018 da nova academia do Clube Athletico Paulistano em mais uma parceria com a arquiteta Raquel Kabbani.

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